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| Indecision 2009 - Reindecision 2008 And Beyond | ||||
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quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Um bom retrato da nossa consumação nacional
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Labels: Humor, Jornalismo, Televisão
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Indesmentivelmente off-line

Faz hoje seis meses que O Indesmentível foi lançado publicamente. Sob uma plataforma de weblogs, o Wordpress, construímos um website de humor com actualizações diárias. Sem dinheiro, sem apoio técnico profissional, só com os recursos próprios de sete Idiotas e as inúmeras oportunidades que a Web e a Web 2.0 nos oferece, gratuitamente, conseguimos pôr de pé uma ideia. Infelizmente comemoramos estes seis meses em baixo. Por problemas técnicos agravados pelo crescimento rápido que estávamos a ter, o servidor deixou de nos aturar e suspendeu-nos, eventualmente para não prejudicar outros websites ali alojados.
Mas era esse crescimento rápido em visitantes e colaboradores que vinha provando o valor da nossa ideia e o valor dos nossos conteúdos e do nosso trabalho. Já sabíamos que o humor é um produto que se prova a si próprio imediatamente e agora ficámos a saber que a Internet é o canal ideal para divulgar e para reforçar a prova desse valor. Estamos a tentar colocar o mais rapidamente possível, o site on-line.
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Labels: Humor, O Indesmentível, Priorado de Idiotas
domingo, 23 de Agosto de 2009
Pormenores alentejanos
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Labels: Escrita, Jornalismo, Positivo, Regionalização, Tradição
quinta-feira, 30 de Julho de 2009
Um termo a considerar
Do brasileiro...
Fisiologismo é um tipo de relação de poder político em que as ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses individuais. É um fenômeno que ocorre freqüentemente em parlamentos, mas também no poder executivo, estreitamente associado à corrupção política. Os partidos políticos podem ser considerados fisiologistas quando apoiam qualquer governo independente da coerência entre as ideologias ou planos programáticos. (Wikipedia, aqui)
Via Veja
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Labels: Negativo, neologismos, Política
sábado, 25 de Julho de 2009
Civilization by Marco Brambilla
http://www.youtube.com/watch?v=vQJVr8Lvce0
A ver em alta qualidade
Civilization, a video mural created for the new Standard hotel in New York City, depicts a journey from hell to heaven interpreted through modern film language using computer-enhanced found footage. This epic video mural contains over 300 individual channels of looped video blended into a multi-layered seamless tableau of interconnecting images that illustrate a contemporary, satirical take on the concepts of Heaven and Hell.
Via Bicho Carpinteiro
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segunda-feira, 13 de Julho de 2009
Concurso de morte
Ganhe um funeral com a Rádio Santiago
O concurso «GANHE UM FUNERAL COM A RÁDIO SANTIAGO» vai premiar os ouvintes com a prestação de serviços habitualmente contratados às agências especializadas.
via http://souburro.blogspot.com/
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Labels: Humor
sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Gingko só nas bancas
Ler mais aqui e aqui.
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Labels: Gingko
quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Prémio
O amigo Bruno Rolo começa a habituar-se aos prémios.
Medalha de prata para o packing do vinho Monte Largo Chardonnay Arinto no concurso internacional "Femmes et Vins du Monde - Mónaco 2009"
Ele sempre teve sucesso entre as mulheres...
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Labels: Design
quarta-feira, 29 de Abril de 2009
terça-feira, 31 de Março de 2009
Chegadas e partidas em tempos de stand-by
Interrompo este silêncio ocupado para lamentar o fim da Insónia do Henrique e para cumprimentar o Eco de "uma casa no tempo" da Maria João.
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quinta-feira, 12 de Março de 2009
Talvez por outro caminho, não?
A guerra contra a droga está perdida, como seria de esperar. A ONU e a Comissão Europeia concluíram que o fracasso foi total: apesar da estabilização do número mundial dos consumidores – graças à diminuição nos países ricos, contrabalançando o aumento nos países pobres – o negócio da droga criou um mercado criminoso à volta do tráfico de droga que tem um valor de 300 mil milhões de dólares por ano. Apesar dos milhões gastos na luta, a produção aumentou e o acesso fácil mantêm-se. O balanço do plano da ONU, denominado "Um mundo livre de drogas" em vigor há dez anos, é o de uma década perdida.
A comunicação social prefere destacar Evo Morales que foi a Viena mascar uma folha de coca frente aos representantes dos países que fazem parte da comissão de estupefacientes da ONU, exigindo que a folha de coca seja retirada da lista de substâncias ilícitas: "Eu consumi folhas de coca durante dez anos e se realmente ela tivesse os efeitos aqui descritos eu jamais teria chegado a presidente da República".
Dificilmente o ouvirão, por muito que repita que coca não é cocaína e que no país dele é até uma planta sagrada. É preferível manter tudo como está por preconceito, por ignorância e acima de tudo por estupidez.
Ópio, coca, marijuana e haxixe estão no mesmo saco da heroína, da cocaína e das drogas sintéticas com que se matam os filhos e os netos dos puritanos e moralistas que lavam depois o dinheiro em investimentos rentáveis. O álcool reina e chacina (desde adolescentes a condutores) enquanto os anúncios que incentivam ao seu consumo fazem mexer a economia oficial. As poderosas farmacêuticas criam dependentes que os próprios estados (os contribuintes) financiam. Todos andam completamente pedrados, nem que seja à custa da adrenalina que nunca será boa conselheira seja em que respeitada posição for. E todos andam dependentes de alguma coisa, desde o jogo ao sexo, da Internet ao poder e do dinheiro ao consumismo. Mas admitir a possibilidade de existirem drogas de recriação, isso nunca, porque o ser humano, que toma decisões através da libertação de substâncias endógenas no cérebro, perde a sua pureza com drogas na cabeça.
Apetece-me fumar um charro, agora.
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Labels: Economia, Jornalismo, Justiça, Negativo, Política
sábado, 7 de Março de 2009
Dependência
Chegou a casa, pousou o casaco e a mala e disse querida, como era seu hábito. Seguiu o som da música. O final de tarde tinha escurecido a sala apagada e ouvia-se baixinho a voz de Antony a sair pelas colunas. Sentou-se na poltrona junto à janela e fechou a cara nas mãos.
Depois começou, quando me levanto de manhã, olho para ti... Faço a barba e volto a olhar para ti... E depois antes de sair dou uma última espreitadela, só para ver se estás bem... Fez uma pausa e continuou, quando começo a trabalhar, o primeiro pensamento é que ainda falta tanto para voltar a ver-te. Ao almoço, almoço a pensar em ti e os minutos até às seis e meia são os mais longos da minha vida. Todos os dias, de segunda a sexta. Só penso em ti, só quero vir para ti, és só tu que me apetece e é a tua imagem que vejo quando fecho os olhos e às vezes até, quando os tenho completamente abertos. Levantou-se, e pôs-se a olhar pela janela. Aos fins-de-semana, os meus amigos combinam jantares e saídas, e eu digo que sim que talvez se me apetecer, mas nunca vou. Os meus pais queixam-se que eu já não apareço de todo e o pessoal da esgrima já desistiu de mim. Praticamente já não vou a concertos e não me lembro da última vez que fui ao cinema, e virando-se acrescentou, é só contigo que quero estar.
Voltou a sentar-se. Por isso, acabou. Não consigo mais. Vou deixar-te.
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Labels: MxF, Nanoficções
domingo, 1 de Março de 2009
A origem da confusão
Por muito que me custe, às vezes tenho que concordar com o bruto, perdão, abrupto JPP:
O que ambos os episódios revelaram de mais interessante esteve a montante e a jusante e é do domínio do debate público e não na notícia picante. Foi, por exemplo, ver como durante dias Courbet era designado por locutores e comentadores na rádio e televisão por Cubete, Curbete, Cuber, Curber, ou como o tema era comentado por gente escandalizada com a "censura" mas que se percebia à distância que não fazia a mínima ideia de quem era o autor do quadro. By the way, convém também não esquecer que a obra era mesmo na sua origem pornográfica, encomendada para fazer parte de um "gabinete erótico", e que não é líquido que o seu estatuto de obra de arte não impeça a sua exposição com reserva. Mesmo os jornais que mais espaço dedicaram ao acto "estúpido" e "ignorante" da polícia, não ousaram colocá-la na capa, como certamente não o fariam com uma fotografia de Mapplethorpe, e isso não era censura nenhuma. Passar por estas coisas com todo o simplismo de as ver apenas como uma luta entre a liberdade sem limites e a censura estúpida, é típico dos blogues, mas não devia ser típico dos jornais. Estes são editados, não são?
Excerto, Público, 28/02/2009
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Labels: Arte, Jornalismo, Opinião publicada
quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009
Agora sim
Depois deste teu post, fiquei com medo. Muito medo. Depois passou-me. Descobri que pareço um velho revolucionário da resistência anti-fascista que andou a tentar organizar eventos contra os bons costumes e a editar poetas proscritos. Mas em 1995.
De facto, o 25 de Abril em Rio Maior ainda não tinha acontecido em 95. Mas estava quase. Para mim veio em 98, quando finalmente me vim embora. Não antes de fazer a minha parte como bom cidadão. Fiz o que pude. A rave party clandestina, essa, ficou por fazer. Mas também, queríamos meter Londres em Rio Maior. Um problema muito maior que meter o rossio na betesga, seria como meter o Maio de 68 no período entre guerras – uma boa ideia, mas difícil. Repara que o realismo só este ano chegou à cidade dos arcebispos e a Internet quase não chegava a Torres Vedras a tempo do Carnaval deste ano. Leva tudo muito tempo. É mesmo assim. E nós vamos ficando velhos a lembrar histórias de há 14 anos. Um dia conto a história da rave nas minhas memórias, se um dia ainda me lembrar de alguma coisa.
Lembro-me sim, de sempre ter vivido a liberdade (nasci seis meses antes do 25 de Abril, mas lembro-me muito mal desse tempo). E estou vigilante e sei que os tempos neste mundo não estão bons para a liberdade. Mas talvez por não ter vivido no tempo em que a liberdade de facto não existia, por ter a certeza que não admitirei nunca que ela venha de novo a não existir e por mais do que me sentir, por ser verdadeiramente livre na minha condição, talvez por tudo isso, não tenho medo nem me deixo comover com estes normais restos mediatizados de muito ano de medo.
Até porque, como bom agnóstico, sou demasiado cobarde para ter medo.
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